A DC é muito interessante. Consegue fazer séries fantásticas, como "Legião de 03 Mundos" ou até mesmo a série "Grandes Astros", mas também consegue sair com umas que não dá para ler. Sério, não dá mesmo!Como fã declarado da DC, (gosto da Marvel claro, mas tenho gosto bem peculiar pela DC) talvez por ter crescido vendo os Filmes do Superman e os de Batman (com Michael Keaton, óbvio), sempre leio todas as séries novas e mantenho minha coleção Up-to-date. Com isso, não poderia deixar de ler a última grande saga “Crise Final”. Esta saga vinha para fechar o arco aberto lá atrás por “Crise nas Multiplas terras”, passando por “Crise nas infinitas terras”, “Zero Hora” e “Crise Infinita”. Segue um pequeno brief sobre cada uma destas sagas para inteirar vocês sobre o assunto:
Crise nas Múltiplas terras: A liga da justiça (terra-1) e a sociedade da justiça (terra-2) se juntam para lutar contra uma ameaça. É a partir dessa história que as viagens entre as dimensões tornam-se mais constantes e a cooperação entre as duas equipes também. Outras terras são descobertas depois, como a terra-x e a terra primordial (que seria a nossa).
Crise nas infinitas terras: Essa foi a saga mais famosa. Publicada em 1986, essa série juntou todas as terra para lutarem contra o anti-monitor, que com sua energia vinda do universo negativo, queria destruir o universo e recriá-lo ao seu modo. Todas as terras foram destruídas e, depois do novo “BigBang”, só sobrou uma terra, que se tornaria uma amálgama de quase todas as terras extintas. Porém, algumas foram totalmente destruídas, como a Terra 4, Terra S, a Terra X e a Terra Primordial. Alguns personagens que pertenciam a estas terras e lutaram na batalha final ficaram presos em um micro-verso criado por Alexsander Luthor, um Luthor de boa índole oriundo da terra-03. É nessa saga que o flash Barry Allen morre e a Supergirl original também.
Zero Hora: Diferente da anterior, que foi uma crise baseada no espaço, "Zero hora" foi baseada no tempo, onde um revoltado e possuído Hal Jordan (O mais famoso dos Lanternas Verdes), agora como a entidade Paralax, quer apagar qualquer rastro de tempo cronológico. Essa foi uma excelente saga, muito bem escrita e com uma excelente continuidade. No final, ele é derrotado pelos heróis, que fazem quase tudo voltar ao normal.
Crise Infinita: Os personagens presos no micro-verso criado por Alexsander Luthor ( o Superman da terra 02, o próprio Alex e o Superboy primordial) se revoltam, por haver cedido suas vidas para que os heróis da terra 01 pudessem tornar o universo um lugar melhor. Mas isso não vinha acontecendo, e eles resolvem voltar e recriar o universo da forma que eles desejam. Depois de muita luta e do superboy primordial matar muita gente, inclusive o Superboy Conner Kent (que era um clone meio superman, meio luthor), o universo é recriado, só que dele são criadas 52 terras paralelas, trazendo o multi-verso de volta. As baixas são o Superman da terra 02 e Wally West (Flash 02), que fica preso na força da aceleração.
Confuso? Garanto que não é só você! Com o final dessa série e o começo da série 52, todos imaginavam que “Crise Final” viria para consertar toda essa bagunça, e nos deixar um universo limpo, sem 52 terras. Pois é, nada disso aconteceu! Foi uma série voltada para a briga entre os Novos deuses (Nova Gênese) e Darkside (Apokolips), no qual este queria o segredo da equação da anti-vida para refazer o universo a sua imagem.
Tirando os fatos que todos os deuses foram mortos, a terra foi tomada por Darkside e muitos morreram, a série tinha até uma boa intenção, mas não para ser o capitulo final das Crises. Para piorar, a série não teve um bom roteiro, os desenhos mudavam de uma edição para a outra, a conexão entre as revistas mensais e a série foi muito mau feita, dentre outros erros.
O grande erro dessa série foi certamente o enredo. Uma edição parecia não ter qualquer conexão com a seguinte, pareciam ser séries distintas. Se o leitor lesse uma edição das revistas mensais, os heróis se encontravam em situações que não tinham nenhuma ligação com o grande evento. Chegando no final da trama, Batman aparentemente morre com um ataque de Darkside, e Superman o derrota usando um som que funciona como contra harmônica, quebrando os efeitos da equação da anti-vida, criado pela máquina dos milagres de Brainiac 5. Ânh??? Pois é, mas ainda tem mais: os monitores são como vampiros cósmicos... Se não tinha como piorar, eles conseguiram!
Definitivamente, foi uma série que não precisava ter sido escrita, muito menos imaginada por Grant Morrison. Um cara como ele, que já escreveu coisa muito boa como X-men, "Grandes Astros Superman", "Batman RIP" e etc, vem e faz um absurdo sem pé nem cabeça como esse. As crises não mereciam algo desse tipo como o seu capítulo final...
Pelo menos, parece que a DC aprendeu com o erro, e a nova saga "Blackest Night" está indo muito bem!
Nota:
João Daniel


Noossaaa.. que viagem! Acho que vou ficar confusa por uma semana e sonhar com isso.
Vou tentar ler mais umas 10 x para ver se entendo melhor ou me confundo de vez! rsrsrs