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Quem foi Syd Barrett? Muitos desconhecem esse nome nos dias atuais, mas o post de hoje é uma homenagem a esse importante personagem da música internacional, ídolo de muitos e um mistério para todos.
Syd Barrett foi um dos membros fundadores do grupo do Pink Floyd no ano de 1965. Bastaria este fato para seu nome entrar para os livros de história. Mas Syd foi muito maior e influente para o mundo do rock do que imaginam. Ele era o líder e o artista mais talentoso entre os Floyds originais, acumulando as funções de principal compositor, cantor e guitarrista. O primeiro álbum do grupo, "The Piper at the Gates of Dawn", foi inteiramente composto por Barrett, e é notavelmente distinto dos próximos trabalhos da banda. E a explicação é simples e triste: Syd Barret se despediu do Pink Floyd depois do segundo álbum, "A Saucerful of Secrets", apenas dois anos após sua criação. Seu vício em LSD era um estorvo crescente, a medida que sua personalidade se tornava cada vez mais instável e imprevisível, mesmo quando estava em gravações ao vivo. Sua capacidade de compor foi decaindo progressivamente, e pouco escreveu após sua partida do Floyd, apesar de ter lançado dois bons discos solos, "The Madcap Laughs" (1970) e "Barrett" (1971).

Após sua saída, Roger Waters assumiu a liderança do grupo e chamou David Gilmour (curiosamente o ex-professor de guitarra de Syd) para substituir Barrett, e acabou se tornando, junto com Waters, o membro mais importante e carismático dos Floyds.
Muitos fãs de Syd alegam que Gilmour não tinha a mesma ousadia e criatividade de seu antecessor, pois Barrett foi considerado extremamente inovador por ter sido um dos primeiros a explorar todas as possibilidades sonoras da distorção e da máquina de eco. Na minha opinião, esse tipo de comparação, além de injusta, é infrutífera. Para mim, Gilmour é e foi mais importante para a história do Pink Floyd de uma forma geral, por motivos óbvios: É dele o mérito de sustentar orgulhosamente o nome da banda até hoje, mesmo após a perda irreparável de Roger Waters na década de 80. Mas isto é equivalente ao comparar Pelé com Garrincha. A genialidade de ambos é amplamente reconhecida, apesar de Gilmour ter tido uma carreira muito mais produtiva, mesmo em sua boa carreira solo.
Embora a história de Syd Barrett a frente do Pink Floyd tenha sido muito breve, a influencia que ele exerceu nos demais membros foi eterna. A deterioração do estado mental de Syd abalou profundamente a escrita de Water e Gilmour, e é de conhecimento público que todos os maiores álbums da banda foram tributos, direta ou indiretamente, a Syd. "Wish You Were Here", disco de 1975, deixa claro na sua faixa título o quanto sua ausência ainda repercutia no grupo. A faixa "Shine On You Crazy Diamond", uma das mais aclamadas da história da banda, que inicia e termina o álbum, fala de forma metafórica sobre a mesma temática. O conceituadíssimo álbum "The Dark Side of the Moon" que, juntamente com "Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band" dos Beatles, é considerado pelos críticos o álbum de rock mais importante do século 20, foi uma forma do grupo falar, mesmo que de forma indireta, sobre a difícil temática da perda cada vez mais concreta e definitiva de Syd para o Floyd. Com o álbum "The Wall", o maior sucesso comercial da banda, Roger Waters se inspirou abertamente na personalidade conturbada de Barrett para encarnar Pink, a personagem principal do filme que acompanhou o disco.
A saída de Syd Barrett do Pink Floyd talvez nunca seja compreendida completamente, da mesma forma que sua vida pessoal é recheada de mistérios. Sabe-se apenas que Syd foi, além de outra grande vítima do abuso de drogas no mundo do rock das décadas de 60 e 70, um possível portador de doença mental, o que terminou por se agravar com o uso das drogas alucinógenas. Ele foi diversas vezes hospitalizado, mas o público jamais soube ao certo a causa destas internações. Até sua morte é encoberta de incertezas, jamais sido veiculada a causa de seu falecimento, no dia 7 de julho de 2006.
Syd Barret fez sua última aparição pública em 1973, vivendo de forma completamente reclusa pelo resto de sua vida, deixando milhares de fãs ao redor do mundo, que jamais abandonaram a esperança de ver o antigo ídolo de volta aos palcos.
Independentemente disso jamais ter ocorrido, Syd Barrett permanece como um dos grandes mitos do rock mundial, pela sua criatividade inigualável e personalidade ímpar. Ele foi a grande mente criativa por trás da primeira obra-prima do Floyd, "The Piper at the Gates of Dawn", que considero o maior álbum da história do rock psicodélico. Fica aqui minha humilde homenagem ao fundador do Pink Floyd, para mim a maior banda de rock da história. E só podemos imaginar quão longe teriam ido nossos sonhos e devaneios se o Floyd tivesse tido a companhia e genialidade de Syd Barrett por um pouco mais de tempo...

Daniel Hetzel





Beck é famoso no mundo artístico por ser uma metamorfose ambulante. É frequente ele mudar de humor de uma faixa para a outra, senão durante a mesma música. Se, para seus críticos, esta característica possa ser interpretada como inconstância e incongruência de sua obra, para seus admiradores soa como puro brilhantismo, oriundo de um dos mais talentosos multi-instrumentistas da década de 90.
Se o início do sucesso veio com o single Looser, considerado o hino de uma geração ociosa e perdida, o estrelato veio com o álbum Odelay, o auge de seu experimentalismo musical. Mas é com Sea Change que Beck atinge o apogeu de sua carreira. Trata-se de sua obra mais intimista, repleta de melodias melancólicas e com letras carregadas de sentimentos pessoais, que nos transportam ao seu belo mundo introspectivo. Os arranjos são impecáveis, misturando a simplicidade de violões acústicos com diversos instrumentos de corda e discretos efeitos tecnológicos. Difícil destacar algumas músicas de um album tão impecável, mas eu colocaria as faixas Paper Tiger, Lonesome Tears, Round the Bend e Sunday Sun num patamar quase divinamente perfeitos.
Sea Change é a obra-prima da fértil e brilhante carreira de uns dos maiores compositores em atividade no mundo do rock, e uma genuína obra-prima deste novo século, tão carente de artistas verdadeiramente talentosos como Beck.

Nota: 10
Daniel Hetzel

Neste domingo, dia 25 de abril, o grupo carioca Matanza se apresenta no Galpão 29, na Ribeira, às 16h. A banda mistura diversos elementos do Country, Folk e Bluegrass com Rock'n Roll e Hardcore. As letras, na maioria das vezes bem humoradas, falam sobre bebida, mulher e violência, um clima meio "Sin City". Possuem um clima de Velho Oeste Americano. A imprensa batizou o estilo criado pela banda de Country Core, termo mais tarde adotado pela banda.

Os membros da banda são admiradores de Johnny Cash e, em 2005, gravaram um álbum de versões para músicas da fase inicial de sua carreira (1995 a 1998), batizado como "To Hell with Johnny Cash". No penúltimo álbum, "A Arte do Insulto", o Matanza explora diversos elementos da música tradicional irlandesa, adicionando generosa influência de Slayer e Motorhead. No final de 2008, o guitarrista Donida deixa os palcos para continuar apenas como compositor da banda e quem assume o posto é Maurício Nogueira, ex-Torture Squad.

Vendas antecipadas no Chilli Beans do Midway Mall e Natal Shopping. R$15 antecipado, R$20 na hora, R$25 camarote.

A irreverência e inovação do pernambucano Lula Queiroga e o rock autoral da banda pessoense Anonimato movimentam o Ponto de Cem Réis, na noite da próxima sexta-feira (16), a partir das 18h. As duas atrações fazem parte da programação do projeto 'Som das 6', uma ação cultural desenvolvida pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da sua Fundação Cultural (Funjope). O projeto teve inicio na última sexta-feira (9), com apresentações das bandas 'Chico Correa e Eletronic Band' e 'Nação Zumbi'.

'Tem Juízo mas não usa' – O cantor e compositor Lula Queiroga é reconhecido pela crítica especializada como um dos mais inovadores artistas da música brasileira atual. No show de sexta-feira, o artista vai fazer um passeio pela carreira, além de apresentar as composições do seu terceiro álbum solo, intitulado 'Tem juízo mas não usa' lançado em abril de 2009. Queiroga segue conquistando público e crítica com sua ousada mistura de ritmos modernos e tradicionais, a exemplo do rock, samba, ciranda e programações eletrônicas. Esse terceiro álbum solo tem produção de Lula e Yuri Queiroga, lembrando que a dupla, ao lado de Tostão Queiroga (irmão de Lula, baterista e produtor), conquistou o Grammy Latino 2008 com a produção do álbum 'Qual o assunto que mais lhe interessa', de Elba Ramalho.

Sobre o músico - Lula Queiroga declara-se um artista independente, livre de pressão mercadológica o que lhe possibilita lapidar sua obra e elaborar o que gosta de chamar de 'paisagens sonoras'. Suas contribuições à música não param, principalmente nas vozes de outros artistas como Lenine, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Elba Ramalho, Ana Carolina, Pedro Luís e a 'Parede' e Roberta Sá.

Em 1983, através de uma parceria dele com Lenine lançam 'Baque Solto', o álbum de estreia de ambos e um dos primeiros registros de tentativa de unir rock e música nordestina. Com o primeiro disco solo, 'Aboiando a Vaca Mecânica' (2001), o artista recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de "Melhor Compositor Popular" e o "Prêmio Globonews de Disco" do Ano. O segundo álbum, 'Azul Invisível Vermelho Cruel' (2004), rendeu o prêmio Unesco de Fomento às Artes, no V Mercado Cultural de Salvador, segmento música. Este mesmo álbum foi incluído na lista do crítico francês Jacques Denis entre os 10 melhores discos do mundo produzidos naquele ano.

Atração local - Outra grande atração da segunda edição do projeto 'Som das 6', é a banda de hard rock progressivo 'Anonimato'. Formada em João Pessoa pelos músicos Emanuel Américo (vocal e guitarra), André Fêlgorrêia (guitarra), Danilo de Oliveira (baixo) e Carlos Vidal (Bateria), a 'Anonimato' surgiu em janeiro de 2006 e apesar do pouco tempo de trajetória, já é considerada uma das principais bandas de rock autoral da cena local.

No show a banda faz um pré-lançamento do primeiro CD, intitulado 'Mundo Obscuro', embalando o público com composições como 'No Quarto', 'Enigma' e 'Mundo Obscuro'.

O músico Emanuel Américo fala da sua expectativa em participar do 'Som das 6'. "Participar deste novo projeto desenvolvido pela Funjope, que é o Som das 6, é de grande importância para a banda, uma vez que além de divulgar seu trabalho para o público local, o grupo estará dividindo o palco nesta noite, com um grande nome da cena musical brasileira, que é o músico Lula Queiroga".

Alicia Truffaut


O país terá em abril a última chance de ver ao vivo o Simply Red.

A banda inglesa, que já vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo em 26 anos de carreira, apresenta a “Farewell Tour” em quatro capitais brasileiras.

Com realização da TIME FOR FUN, os shows ocorrem em Recife (16/04, no Chevrolet Hall), São Paulo (20/04, no Credicard Hall), Belo Horizonte (21/04, no Chevrolet Hall), Rio de Janeiro (23/04, no Citibank Hall/RJ) e prometem grandes sucessos, como “Stars”, “Holding Back the Years”, “If You Don´t Know Me By Now” e “For You Babies”.

A primeira visita do Simply Red na América Latina ocorreu em 1988, no festival Hollywood Rock (São Paulo). Em 1993, a banda retornou ao país para se apresentar na quarta edição do mesmo festival. A recepção dos brasileiros fez com que o Simply Red retornasse em diversas outras oportunidades, sendo a última em março de 2009. “Eu amo a energia da América Latina, as pessoas são muito receptivas e a conexão que sinto com o público é inacreditável. Foi lá que fiz alguns dos shows com maior público, fiz videoclipes e até passei férias. Sempre será uma região muito especial pra mim. Eu olho pra toda a nossa história, para esses shows e vejo uma oportunidade de dizer adeus para nossos fãs da América Latina – que sempre nos apoiaram”, afirma o vocalista Mick Hucknall.

Integrantes do Simply Red
Mick Hucknall – vocais
Ian Kirkham – teclados e saxophone
Kenji Suzuki – guitarra
Dave Clayton – teclados
Pete Lewinson – bateria
Steve Lewinson – baixo
Kevin Robinson – trompete e flauta
Sarah Brown – backing vocal
Dee Johnson – backing vocal

Álbuns
1985 – Picture Book
1987 – Men and Women
1989 – A New Flame
1991 – Stars
1995 – Life
1996 – Greatest Hits
1998 – Blue
1999 – Love and the Russian Winter
2000 – It´s Only Love
2003 – Home
2005 – Simplified
2007 – Stay
2008 – The Greatest Hits 25

Sobre Simply Red

Mick Hucknall comemorou 25 anos da fundação do Simply Red em 2009. A banda surgiu em Manchester em 1984 após a era punk e estourou depois de um ano nas paradas inglesas. A formação original da banda era composta por Mick Hucknall (vocais), Tony Bowers (Baixo), Chris Joyce (bateria), Dave Fryman (guitarra), Fritz McIntyre (teclado e vocais) e Tim Kellet (trompa). Os seis músicos se tornaram populares na noite inglesa e chamaram a atenção de olheiros de gravadoras que buscavam novos talentos. Os executivos britânicos do selo americano Elektra foram persistentes e o Simply Red assinou acordo com uma grande gravadora. Depois de seis meses, a banda estava em estúdio com o produtor americano Stewart Levine.

Nesse ponto, a banda teve sua primeira mudança na formação. Sylvan Richardson substituiu o guitarrista Dave Fryman durante a produção do primeiro álbum do Simply Red, o “Picture Book” (1985). A música “Money’s Too Tight (Too Mention)” atingiu o segundo lugar no TOP 20. Enquanto outras quatro faixas emplacaram no ranking inglês em colocações de menor destaque, o álbum “Picture Book” entrou no Top 20 americano e o single “Holding Back The Years” atingiu o topo das paradas americanas em julho de 1986. A canção também foi relançada no Reino Unido e chegou ao segundo lugar das paradas – seis meses antes, obteve a 51° posição.

O segundo álbum da banda, “Men And Women” (1987) foi produzido por Alex Sadkin. A banda também recebeu dois novos integrantes: o trompista Ian Kirkham e a cantora Janette Sewell. Um novo time de compositores também surgiu quando Hucknall passou a dividir os créditos das canções com Lamont Dozier, uma das lendas da Motown. Hucknall também interpretou clássicos de Cole Porter (Ev’ry Time We Say Goodbye) e de Bunny Wailer e Sylvester Stewart, lendas do reggae.

Com quatro singles nas paradas, “Men And Women” foi o segundo álbum do Simply Red e também alcançou o segundo lugar nos rankings. A banda fez grandes turnês pelo Reino Unido, Europa e Estados Unidos. O sucesso também levou o grupo a tocar pela primeira vez na Austrália, na Nova Zelândia e no Japão. Em 1987, o Simply Red passou cerca de nove meses em turnê e fez 120 shows.

Em 1989, o álbum “A New Flame” foi lançado com o guitarrista brasileiro Heitor T.P. O terceiro álbum do Simply Red foi o primeiro trabalho a atingir o topo das paradas britânicas. A versão do clássico do soul “If You Don’t Know Me By Now” (Kenny Gamble/Leon Huff) conseguiu a segunda posição. Já nos Estados Unidos, o single atingiu o primeiro lugar. “A New Flame” vendeu mais de um milhão de cópias no Reino Unido e mais 6 milhões em todo o mundo. A banda passou a se apresentar em grandes arenas, incluindo o show realizado para 60 mil pessoas em São Paulo. Entre outubro de 1988 e março de 1990, o Simply Red fez 140 shows em todo o mundo. Na estrada, Hucknall compunha o quarto álbum.

“Stars” (1991) teve oito canções compostas por Hucknall e outras duas por Hucknall e McIntyre (teclado e vocais). O álbum foi produzido novamente por Levine e registrou a entrada do baixista Shaun Ward e do percussionista Gota. “Something Got Me Started”, “Stars” e “For Your Babies” emplacaram no Top 20. O álbum vendeu 700 mil cópias nos Estados Unidos, 4 milhões no Reino Unido e 8 milhões em todo o globo. “Stars” liderou as paradas inglesas de álbuns em cinco ocasiões diferentes, num total de 12 semanas – ficando 134 semanas nos rankings. Ele também foi o álbum mais vendido em 1991 e 1992 no Reino Unido, recebeu o prêmio “Best Álbum” do “BRIT Awards” e do “World Music Awards”. A turnê do disco levou a banda pela primeira vez para países como Israel, Grécia, Singapura – tendo um público de 1,5 milhões de pessoas.

Somente depois de quatro anos, o Simply Red lançaria um novo álbum. Nesse meio tempo, a banda lançou a gravação de sua apresentação no Montreux Jazz Festival em 1992. “Life” (1995) se tornou o terceiro álbum sucessivo do grupo a entrar nas paradas e mostrava uma mudança na formação da banda com a saída de Kellet (trompa) e Ward (baixo), e a participação no estúdio de três estrelas do reggae: Sly Dunbar, Robbie Shakepeare e Bootsy. A música “Fairground” e “We’re In This Together” (canção tema da Eurocopa de 96) figuraram nas paradas inglesas. Para a turnê entre 1995 e 1996, foram chamados o baixista Steve Lewinson e a cantora Sarah Brown.

Apesar da resistência inicial de Hucknall, Simply Red lançou “Greatest Hits” em 1996. A coleção de 15 músicas também trouxe a canção inédita “Angel” com a participação da banda americana “Fugees” e atingiu o Top 5.

A formação do Simply Red estava totalmente modificada no álbum “Blue” (1998) que estourou com singles como “Say You Love Me” e “The Air That I Breathe”. McIntyre (teclado e vocais) e Heitor (guitarras) saíram da banda, Gota co-produziu o álbum com Wright e Hucknall – formando o trio AGM (Andy Right, Gota Yashiki e Mick Hucknall). O Simply Red fez apenas três apresentações em 1998, todas em Londres (Inglaterra). No ano seguinte, a banda fez uma turnê pela África do Sul, pela Europa e pela América Latina.

O álbum “Love and Russian Winter” (1999) foi o último trabalho lançado por meio da gravadora Warner Music e pelo selo East West Records, para o qual a banda mudou em 1991. O trabalho teve duas músicas nas paradas.

Hucknall e seus empresários, Andy Dodd e Ian Grenfell, criaram a marca simplyred.com em 2002. O modelo de negócio gerencia as gravações, turnês e outras atividades de uma banda que coleciona mais de 130 discos de platina e ouro em todo o mundo.

“Home” (2003) foi o primeiro disco lançado pelo simplyred.com e figurou no segundo lugar dos rankings ingleses. “Sunrise” e “You Make Me Feel Brand New” foram dois dos quatro hits que conquistaram lugares nas paradas. O sucesso de “Home” foi tanto que se tornou o álbum independente mais vendido da historia.

Apesar do grande sucesso, Hucknall continuou buscando novos desafios para a banda formada por 11 músicos. Em 2005, o Simply Red lançou “Simplified” – álbum acústico com influências latinas e que utilizou o estúdio da casa de Hucknall. O trabalho gerou uma temporada no Albert Hall, localizado em Londres (Inglaterra), e uma turnê pela Europa. O álbum chegou a figurar no TOP 3 do Reino Unido e a canção “Perfect Love” ficou no TOP 10 Europa. Antes do Simply Red retornar ao estúdio para gravar “Stay” (2007), a banda lançou dois singles “Something Got Me Started” e “A Song For You” – canções que integravam “Simplified”.

O álbum “Stay” (2007) foi lançado e o Simply Red iniciou apresentações pelo Reino Unido, Europa, Austrália e Canadá. O décimo álbum de estúdio teve 10 canções no TOP 10. Entre as canções estão Lady, primeira composição de Hucknall e Jools Holland, e um cover de “Debris”, de Ronnie Lane.

Em 2008, Hucknall faz sua estréia como artista solo com um álbum de tributo a Bobbly Bland, cantor de soul, e fez algumas apresentações intituladas de “Tribute to Bob”. Apesar disso, o vocalista continuava a frente do Simply Red e apresentava-se com a banda pelo Reino Unido e por toda a Europa.

Em cerca de três décadas de carreira, o Simply Red lançou 11 álbuns de estúdio. A banda teve mais de 30 canções no TOP 40 do Reino Unido e teve duas canções no topo das paradas dos Estados Unidos. “Stars” (1991) foi o álbum mais vendido no Reino Unido por dois anos consecutivos. O Simply Red também ganhou diversos prêmios como três “BRIT Awards”, dois “Ivor Novellos Awards” e um “Mobo Special Achievement”. A banda já fez mais de mil apresentações para cerca de 10 milhões de pessoas.


Simply Red em sua turnê mundial de despedida



"Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!" A maioria das moças levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas as bandas do gênero). Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde essas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado, baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, por que este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:


- Calcinha no chão ( Caviar com Rapadura)
- Zé Priquito (Duquinha)
- Fiel à Putaria (Felipão Forró Moral)
- Chefe do Puteiro (Aviões do Forró)
- Mulher Roleira (Saia Rodada)
- Chico Rola (Bonde do Forró)
- Banho de Língua (Solteirões do Forró)
- Vou dá-lhe de Cano de ferro (Forró Chacal)
- Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada)
- Sou Viciado em Putaria (Ferro na Boneca)
- Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do Forró)
- Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do Forró)

Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.


Porém, o culpado dessa "desculhambação" não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo-folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslavia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo-folk, mistura de pop com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo-folk vestiam-se como se vestem as bailarinas e vocalistas das bandas de forró, parafraseando Luiz Gonzaga, "as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde". Numa entrevista num jornal Inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos Alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade denominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina "forró estilizado" continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, d euma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem "rapariga na platéia", alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: "É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!", alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.


Ariano Suassuna


É difícil discursar sobre qualquer assunto após um texto de Ariano Suassuna mas, não poderia perder essa oportunidade de me expressar sobre uma temática que abordei inúmeras vezes com amigos, familiares e outros nichos sociais. Minha opinião é similar a do também filósofo Suassuna: O forró, como expressão musical no Nordeste, tem raízes muito profundas em seu povo, e é triste ver toda essa cultura ser desmoralizada e diminuída. Tornou-se alienante.

O forró verdadeiro, cantado em verso e prosa por grandes nomes da música brasileira (como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Alceu Valença, Elba Ramalho, Sivuca, João do Vale, entre outros), hoje em dia, é apelidado de "forró pé-de-serra" ou "forró dos idosos", como costumeiramente se referem no interior do Estado. Exclui-se a melodia das canções e a poesia das letras, entra a versão pornochanchada e sua bundalização cultural. A mediocridade se torna festejada pelas massas, e a classe média e alta, formadora de opinião, cala-se, quando não faz pior, apóia, divertindo-se com o flerte ao gosto duvidoso. Criou-se hoje uma cultura de exclamação ao brega, tornando cult o que anteriormente era apenas considerado de mau gosto. Essa linha de raciocínio não se restringe, evidentemente, ao campo da música.

No mundo do cinema, diversos filmes antes execrados por público e crítica, como a obra do diretor Ed Wood (diretor de filmes trash das décadas de 50 a 70, que tem no currículo o filme Plano 9 do Espaço Sideral, eleito até hoje como o pior filme de todos os tempos) voltaram à tona recentemente, sendo elevados ao posto de clássicos da contra-cultura. Obras que, de tão ruins, são consideradas interessantes (por que não, boas?!!). Quanto contra-senso, não? Muitos argumentam ainda, que algumas obras do gênero foram realizadas de tal forma bisonha propositalmente (hã??!!!). Assim, fica até difícil contra-argumentar... Opinem livremente!!


Daniel Hetzel

Banda de Forró "Estilizado": Encarte de CD

Sucesso de público e crítica em 2009, a edição de 2010 repete a mesma fórmula do ano passado e contará com atrações internacionais, nacionais e locais.

O evento será realizado nos dias 25, 26 e 27 de março às 22 horas no Sgt. Pepper´s Ponta Negra.
Veja a programação do Natal Blues Festival 2010:

Dia 25/03: Abertura oficial

Mitch Kashmar ( EUA) - Pela primeira vez no Brasil, um dos maiores nomes do blues contemporâneo, o gaitista Mitch Kashmar é considerado um dos grandes cantores de blues da atualidade aliando criatividade e virtuosismo como poucos. Já dividiu o palco com grandes nomes do blues como John Lee Hooker, Big Joe Turner, Lowell Fullson e Stevie Ray Vaughan.

Abertura: The Blue Mountain (RN)

Dia 26/03: 2º dia

Flávio Guimarães ( Blues Etílicos -RJ) - Em mais de vinte anos de carreira, Flávio Guimarães volta a Natal para o lançamento de seu mais novo CD: "The Blues Folows me" um tributo a Little Walter. Com 18 discos em sua biografia, Flávio é o maior expoente do Blues brasileiro e já gravou com artistas dos mais variados estilos como Ed Motta, Titãs, Rita Lee, Gabriel o Pensador e Alceu valença entre outros. Escolhido duas vezes por B.BKing para abrir seus shows no Brasil.

Abertura: Jackblack ( RN)

Dia 27/03: Encerramento do Natal Blues Festival 2010! 3 shows!!!

Danny Vincent (ARG) - O compositor e guitarrista Danny Vincent é considerado um dos mais importantes expoentes do blues na América do sul. Tem tocado nos mais importantes festivais de blues já feitos na América Latina. Já compartilhou o palco com artistas como Robben Ford, Ronie Earl e Robert Cray .

Ted McNeely( MG) & Conexão Nordeste(PB) - Líder da banda Yelow Cab (Tiradentes,MG) o veterano Ted McNeely, 53 anos, 35 de guitarra, junta-se aos melhores músicos de João pessoa para essa apresentação única e exclusiva para o Natal Blues Festival.

Abertura: Mad Dogs (RN)

Senhas e mesas antecipadas a preços promocionais na Pedrassoli Turismo: (84) 3082-8652



Daniel Hetzel