Parece familiar? O tema acima, que visa analisar esses conflitos internos, tão comuns na adolescência, mais ainda entre garotas que, muitas vezes, largam os estudos para se dedicarem ao sonho matrimonial, já foi abordado em outros filmes, como "O Sorriso de Monalisa",porém, sem o mesmo brilho e ternura. A narrativa é construída de tal forma que, mesmo tratando de um assunto que toca mais a alma feminina, termina por criar uma empatia muito forte do espectador com a personagem de Jenny, conseguindo abordar o tema de um modo universalmente compreensível e tocante.
Apesar da belíssima direção da Dinamarquesa Lone Scherfig, o brilho maior do longa fica à cargo da interpretação arrebatadora de Carey Mulligan, interpretando Jenny, personagem aproximadamente 10 anos mais nova que a atriz. Carey possui uma força interpretativa muito acima do usual, conseguindo demonstrar todas as nuances necessárias de seu personagem confuso e permanentemente conflitante. É, sem dúvida alguma, a melhor interpretação dentre as indicadas ao Oscar de melhor atriz principal deste ano.
A última vez em que vi tão grande talento feminino surgir nas telonas, foi ao ver Natalie Portman no filme "Closer - Perto demais". Aguardarei ansiosamente os futuros trabalhos de Carey Mulligan para comprovar - ou não - minha aposta...
O filme recebeu três indicações ao Oscar 2010: Melhor Filme, Melhor Atriz (Carey Mulligan) e Melhor Roteiro Adaptado, mas não venceu em nenhuma categoria. Foi eleito Melhor Filme (Escolha do Público) na Competição Internacional do Festival de Sundance de 2009.
Nota: 8,0
Daniel Hetzel
Carey Mulligan atuando ao lado da consagrada atriz Emma Thompson, definido como um dos pontos mais altos de sua curta carreira

Jenny visitando sua tão sonhada Paris
Marcadores:
Alfred Molina,
Carey Mulligan,
Cinema,
Drama,
Emma Thompson,
Oscar 2010,
Oscar de Melhor Atriz,
Peter Sarsgaard


Postar um comentário